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sábado, 3 de janeiro de 2015

Sorrir ...


Imagem de: https://www.facebook.com/renascenca/photos/a.114124202514.96754.105044957514/10152728635242515/?type=1

Sem perdermos a noção do mundo em que vivemos, ou por vivermos no mundo tal como ele se nos apresenta, com todos conflitos, tensões e contradições que fazem parte e com que temos de lidar, por isso mesmo, dizia, é imprescindível ...

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

«O poeta é um fingidor.»

Este foi o inspirador mote do XII Congresso da Sociedade Portuguesa de Psicodrama, onde muito se falou do Encontro moreniano e da hipocrisia, jogo e fingimento nas relações que estabelecemos com os outros:

AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
Fernando Pessoa



sexta-feira, 11 de julho de 2014

"A maior empresa do mundo", por Fernando Pessoa


Deserto do Hogar, Argélia (abril 2007)
"Posso ter defeitos, viver
ansioso e ficar irritado algumas
vezes, mas não me esqueço
de que a minha vida é a maior
empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale
a pena viver apesar de todos
os desafios incompreensões e
períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima
dos problemas e tornar-se num
autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um
oásis recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada
manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos
próprioos sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um
não.
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo-as todas, um dia vou
construir um castelo..."

Fernando Pessoa

sexta-feira, 30 de maio de 2014

"O que faz andar a estrada?", por Mia Couto


O que faz andar a estrada? … o sonho. Enquanto a gente sonhar a estrada permanecerá viva. … é para isso que servem os caminhos. Para nos fazerem parentes do futuro.

MIA COUTO

In "Mar Me Quer"






sexta-feira, 9 de maio de 2014

Redação vencedora do projeto "Dança e Cidadania" (Brasil)

 Redação vencedora do concurso de redação do projeto Dança e Cidadania (Brasil, 2011, 2014). Partilhado por Maria José Vitorino no evento criado no Facebook. De http://ascapis.wordpress.com/

Eu quero morrer vivo
Procuro minha identidade em algum lugar.
Por onde passei, por tudo que vivi…
Não temos mais a morte –
“Nunca existi”.
Escondido sob os pés de alguém,
Minha dignidade grita por socorro
Não sou visto por ninguém,
Se não lutar por mim mesmo, morro.
Debaixo do sol quente,
Pé descalço, asfalto ardente,
Sobrevivo sem entender –
Vejo príncipes puxando carroças,
Subhomens sentados no poder
Já vi de tudo nessa vida,
Mas da tal justiça, pouco pude ver.
Nesse descaso pouco comedido
Tenho que lutar por um viver decente.
Não posso parar.
Pois eu quero morrer vivo,
Não importa o quanto eu tente –
Eu preciso resgatar o meu desejo de sonhar.
Aline Soares